sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Luiz Couto faz pronunciamento na Câmara Federal sobre a UFCG e o Desenvolvimento da Paraíba


O deputado federal Luiz Couto (PT), fez pronunciamento na câmara dos deputados em Brasília nesta quinta-feira falando sobre a expansão da UFCG‏.

Confira a fala do deputado;

Senhor Presidente,

A Paraíba ainda ocupa entre as unidades da Federação um lugar bastante sofrível no ranking do desenvolvimento humano. Esse quadro negativo tem a contribuição decisiva das políticas de Educação que historicamente são executadas no Estado. Só a título de ilustração tomemos o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) no ano de 2009. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental o IDEB da Paraíba tem nota de 3,9. Nos anos finais do Ensino Fundamental a nota é 3,2. Já no Ensino Médio ficou com nota 3,4. Claro que a Paraíba não é uma ilha de problemas educacionais. Esses números estão bem próximos do IDEB do Nordeste e do Brasil.

Os desafios da Educação na Paraíba nos interpelam e nos inquietam. O ensino básico em nosso Estado tem que progredir muito para alcançar níveis adequados de exercício da cidadania e de desenvolvimento humano.

Mas nesta mesma Paraíba nós temos sinais concretos de avanços promissores nos últimos anos no Ensino Técnico e Superior. As conquistas da UFCG e UFPB, por exemplo, são testemunhos de que o Governo Federal acertou quando decidiu desmembrar a UFPB em duas instituições. As duas universidades federais avançaram muito nos últimos oito anos.

Os números que temos em mãos sobre a expansão da Universidade Federal de Campina Grande atestam a dimensão dos efeitos positivos dessa política. Entre 2002 e 2011 o número de vagas de ingresso na UFCG saltou de 1.520 para 4.765 vagas, ou seja, triplicaram. No mesmo período o número de 29 cursos de graduação deu lugar a incríveis 75 cursos. Eram 07 os cursos de mestrado e agora são 75 cursos. Eram 03 os cursos de doutorado na UFCG e agora são 11. Há uma década eram 818 professores e agora 1.404. O número de servidores aumentou de 1.068 para 1.527, um crescimento de 50% (cinqüenta por cento).

A UFCG hoje está presente em todo o sertão da Paraíba, desde a Borborema onde está a reitoria na cidade de Campina Grande e os campi de Cuité (Curimataú) e Sumé (Cariri), nas Espinharas com o campus da cidade de Patos, até o Alto Sertão, com os campi de Pombal, Sousa e Cajazeiras.

Essa façanha exigiu um salto espetacular no orçamento da UFCG. Em 2002 o orçamento total era de R$ 62.035.731,00 (sessenta e dois milhões trinta e cinco mil e setecentos e trinta e um mil reais). O valor do orçamento da UFCG para 2011 é de R$ 356.336.342,00 (trezentos e cinqüenta e seis milhões trezentos e trinta e seis mil reais). Dessa diferença nominal dos valores, quando se extrai o percentual de inflação do período, temos um aumento real de aproximadamente 200% (duzentos por cento) no financiamento governamental para a UFCG. Isto é conseqüência de uma decisão política de governo: Gastar mais e melhor com Educação Federal.

Ressalte-se que com todas as ressalvas feitas pelo movimento sindical no âmbito da UFCG e a nível nacional - muitas das quais são ressalvas justas, têm o nosso apoio e merecem as atenções do Governo - foi correta a iniciativa do MEC pela expansão e interiorização da Universidade Federal de Campina Grande, ao criar oportunidades para muito mais paraibanas, paraibanos e brasileiros/as em geral. São realizações desse porte que nos dão mais do que esperança, certeza de que, como ensinava o mestre Paulo Freire, o mundo é um sistema aberto e as mudanças para um mundo melhor dependem de nós. Do compromisso de cada um de nós.

Nesta oportunidade quero parabenizar Campina Grande, parabenizando e reconhecendo o desempenho do reitor Thompson Mariz e de toda a sua equipe, dos professores, professoras e demais servidores da UFCG. A Paraíba toda está orgulhosa deste trabalho.

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