A Confederação Nacional de
Municípios (CNM) participou nessa quarta-feira, 6 de novembro, do debate sobre
o financiamento da Segurança Pública no Brasil. A entidade foi convidada pela
Comissão Especial do Congresso, que tem três meses para propor um novo modelo
de Segurança para o país. Durante a apresentação, a CNM mostrou aos
parlamentares que os governos municipais não têm condição de assumir mais essa
responsabilidade.
Artigos da Constituição Federal
foram usados pela CNM para lembrar que cabe aos Estados e à União oferecer
Segurança Pública à população. “Os Municípios poderão constituir guardas
municipais destinadas à proteção de bens, serviços e instalações, conforme dispuser
a lei”, diz a CF.
Muito além do previsto na
Constituição, a CNM apresentou argumentos como a defasagem no financiamento de
programas federais; e o impacto das desonerações no Fundo de Participação dos
Municípios (FPM). Isso inviabiliza os entes municipais de assumirem qualquer
novo financiamento, principalmente voltado à Segurança.
Novas atribuições
“Incluir o Município entre os
responsáveis pela Segurança Pública sem a respectiva fonte de custeio é dar ao
ente municipal um carga maior do que ele pode suportar”, defendeu a CNM. Além
disso, a Confederação pede que os parlamentares analisem o quanto é
“inconveniente alçar guardas municipais ao status de órgão de segurança
pública, pois sua inserção no emaranhado sistema causaria conflitos e animosidades”.
Outros participantes da audiência,
como o diretor da Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão, Felipe Daruich Neto, e o secretário de
Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo de Castro de Pereira,
afirmam que o problema não é a falta de recursos e sim a má gestão deles.
O secretário de Defesa Social de
Pernambuco, Wilson Salles Damásio, forneceu dados do Programa Pacto pela Vida,
desenvolvido no Estado. De maneira planejada e executada reduziu-se o número de
assassinatos. Em seis anos, houve uma queda de 60% nos casos de homicídios em
Recife e de 38% em todo o Estado.
Integração e particularidades
Para o secretário de Segurança Pública de São Paulo,
Fernando Grella Vieira, a grande dificuldade é o consumo de drogas no país,
principal causa da violência. Ele defende a integração entre os entes para um
melhor resultado na Segurança.

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