Verificar o comportamento do Milheto (planta
forrageira de ciclo curto), cultivado em bases agroecológicas para utilização
como alternativa de suporte às atividades pecuárias dos agricultores do Cariri
Ocidental da Paraíba e testar o efeito de diferentes fontes orgânicas na
produtividade da referida gramínea, é o objetivo de um projeto iniciado no
Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido da UFCG em Sumé.
Essa pesquisa faz parte de uma grande proposta onde
serão testadas outras gramíneas e leguminosas, herbáceas e arbóreas,
objetivando a melhoria dos solos e disponibilização de biomassa para atender a
demanda da atividade agropecuária do Cariri Paraibano, de maneira sustentável,
contribuindo assim para a promoção do desenvolvimento local e regional.
O Milheto – Pennisetum americanum (L.) –
é uma
gramínea anual de origem africana, considerada o sexto cereal mais
importante
do mundo, empregado tradicionalmente com dois propósitos: seus grãos são
usados para consumo humano, principalmente na África e na Índia, e a
planta inteira
pode ser utilizada como alimento para gado, na forma de capineira ou
pasto.
A cultura apresenta além de rusticidade, ampla
adaptabilidade aos ambientes semiáridos. É uma das plantas de maior eficiência
na utilização da água e tem-se apresentado como excelente opção para cobertura
dos solos nas áreas de plantio direto e como fonte de grãos e forragem para
regiões com risco de oferta de água.
Com a manutenção da palha do milheto sobre o solo e a
consequente criação de condições para o desenvolvimento e a manutenção da fauna
microbiana, as pesquisas constataram maior aeração do solo e melhor distribuição
dos nutrientes.
O projeto é coordenado pela professora Adriana Meira
Vital e tem a participação de estudantes do Curso Superior de Tecnologia em
Agroecologia do Centro.

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