
Na tarde desta terça-feira (12), a Polícia pôs fim a possibilidade de um desaparecimento anunciado desde as primeiras horas de hoje na cidade de Serra Branca. Clodomiro José Bezerra, mais conhecido como seu Miro, de 80 anos, foi encontrado morto no quarto de sua casa, localizada à Rua Judite Maria da Costa, bairro do Ahú.
A vítima morava só e na manhã de hoje sua filha chegou à residência e percebeu que ele não estava lá. Ela, no entanto, percebeu mais: viu que a casa estava toda revirada e o telhado da cozinha descoberto. Imediatamente ela procurou a polícia, que chegando à residência viu o espaço, estranhou o revirar da casa, mas não encontrou o aposentado. Mais tarde, após amplamente anunciado o desaparecimento de seu Miro, o delegado Paulo Rabelo foi à residência na companhia da filha da vítima e atestou que ele estava no quarto, enrolado a um lençol e já morto.
A morte de Clodomiro José Bezerra é um mistério e pode ser prova real de um descaso por vezes recorrente: o silêncio das pessoas quem moram nos arredores da vítima, que mesmo revelando ter ouvido barulhos e gemidos ao longo da noite não informou nada a polícia pelo menos ao amanhecer do dia.
Segundo o delegado Drº Paulo Rabelo, apenas depois de encontrado o corpo é que vizinhos começaram a informar comportamentos estranhos verificados na residência do crime na madrugada anterior e isso pode ser entendido como omissão de socorro. “É inadmissível que pessoas prefiram se calar a socorrer pessoas que possam está sendo vitimadas, como foi o caso de seu Miro”, acentuou a autoridade policial.
A polícia aguarda a chegada do IML para atestar a real causa da morte de Clodomiro José Bezerra e deverá investigar se o crime foi latrocínio, isto é, roubo seguido de morte.
De Olho no Cariri
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