terça-feira, 17 de dezembro de 2013

DESCASO: Professor diz não ter condições de trabalho e suspende aula na UFCG


Mais um docente da UFCG não suportou as precárias condições de trabalho existentes na instituição e decidiu suspender suas aulas. Desta vez foi o professor da Unidade Acadêmica de Engenharia de Produção, Ivanildo Fernandes responsável pelas disciplinas Ergonomia 1 e 2. Ele denuncia que a sala 06 do Bloco Reenge, no Campus de Campina Grande, tem ar-condicionados quebrados, paredes mofadas, janelas e vidros quebrados, falta de cadeiras para os alunos e computador e datashow quebrados.

Ivanildo comunicou sua decisão por escrito no início do semestre às coordenações administrativas de sua Unidade Acadêmica e das Unidades de Engenharia de Petróleo e de Engenharia de Materiais, afetadas pela suspenção das atividades.

No documento o professor relaciona como impedimento para o prosseguimento das aulas as más condições físicas e ambientais a que está submetido junto com os alunos; o fato dos equipamentos necessários para as aulas estarem quebrados e a inexistência de cadeiras suficientes para todos os estudantes matriculados.

Ivanildo ressalta que há mais de nove meses os dois ar-condicionados da sala estão quebrados e que apesar de inúmeras solicitações de consertos os problemas não foram resolvidos.

Ele explica que em todos os horários de aula está comparecendo a sala com a caderneta de frequência dos alunos e registrando a aula, para comprovar quer trabalhar, mas não tem condições de cumprir a tarefa.

Em contato com a Assessoria de Imprensa da ADUFCG, o professor foi mais além na sua avaliação da precarização do trabalho docente na universidade. “É um descaso com os aspectos didático, metodológico e pedagógico da universidade. Ela hoje está preocupada simplesmente com números de alunos em sala de aula”.

Antes de suspender as aulas Ivanildo Fernandes já vinha sofrendo com a precarização de seu trabalho, pois era obrigado a ministrar aulas apenas teóricas por falta de equipamentos e laboratórios suficientes para todos os alunos. Ele relata que já solicitou a compra dos equipamentos necessários a universidade e nunca foi atendido.

Apesar de suspender as aulas na Sala 06 do Bloco Reenge, Ivanildo denuncia que outras salas do local estão também em precárias condições, da mesma fora que as instalações do Bloco BC, onde segundo ele as salas não possuem conforto térmico, refrigeração, iluminação adequada e limpeza. O único resultado concreto de sua iniciativa foi a mudança da fechadura da porta. “Até a fechadura estava quebrada”, ressalta. O professor também informou que foi relocado para a sala 01 do Reenge, mas que no local já existe uma pilha de cadeiras quebradas.

O coordenador administrativo da Unidade Acadêmica de Engenharia de Produção, Agostinho Nunes Costa, disse que recebeu a comunicação do professor Ivanildo e a encaminhou a outros setores da Universidade, como a direção do Centro de Ciências e Tecnologia – CCT e a Pró-Reitoria de Ensino. “Só recebemos um e-mail da direção do Centro, informando dispor de data show e ar-condicionados para a sala 06 do Reenge, mas até agora a reposição dos equipamentos não aconteceu”.

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