sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Opinião: Serra Branca – Quem paga a conta?
O município de Serra Branca está no coração de uma das regiões de baixo desenvolvimento econômico-social do Brasil, o semi-árido nordestino. Mas, como todos os municípios do Brasil vêm experimentando avanços que a última década exibe graças às políticas desenvolvimentistas implantadas pelo governo petista de Lula da Silva.
O município, entretanto poderia ter avançado mais, não fosse um fator que atrapalha: o governo do partido dos gaudêncio-torreão.
Um salto
Claro que o tamanho da riqueza não é o único parâmetro, nem seja talvez o melhor mecanismo para mensuração da qualidade de vida de um povo. Mas como sem pão não vive o ser homem (ser humano), eis que o PIB é uma referência válida, um chão sobre o que outros aspectos, outras conquistas e outros direitos são exercidos.
Entre os anos de 2006 e 2008, Serra Branca praticamente dobrou o seu PIB (Produto Interno Bruto – riqueza agregada no período). Em 2006 o PIB do município era de R$ 28.429.000,00 (vinte e oito milhões e quatrocentos e vinte e novo mil reais). Já em 2008 esse valor chegou a R$ 56.623.000,00 (cinqüenta e seis milhões e seiscentos e vinte e três mil reais).
De forma simplificada, sem o economês que atrapalha o entendimento, conclui-se que a soma dos valores monetários de todos os bens finais (bens materiais e imateriais) adicionadas a toda a riqueza existente no município duplicou no espaço de tempo de dois anos.
Dinheiro não cai das nuvens
Esse crescimento da riqueza no período é atribuído a vários fatores, mas com grande destaque para as despesas realizadas com recursos do Governo Federal no município.
Desde o aumento do número de benefícios pagos pelo INSS e do aumento em quase 100% (cem por cento) do número de pessoas beneficiadas com o Programa Bolsa Família, até outros programas sociais como o Compra Direta, o Escola de Fábrica e Balcão de Direitos, cursos de iniciação profissional. Políticas que injetaram dinheiro na economia local e aumentaram o consumo na cidade.
Desde um vigoroso volume de investimentos em obras públicas de infra-estrutura urbana como pavimentação de ruas, rede de esgotamento das águas servidas, construção de casas populares e de praças, reforma de escolas, até obras na zona rural a exemplo dos sistemas de abastecimento d’agua, cisternas domiciliares, rede de energia elétrica, passagens molhadas e pequenas barragens. Despesas governamentais que criaram centenas de postos de trabalho diretamente nas obras e indiretamente no comércio local.
Desde incentivos aos trabalhadores rurais, com a duplicação das vagas no Garantia Safra, da disponibilidade de horas-máquina para o preparo do solo agrícola, o zelo permanente com as estradas vicinais, até a reorganização da feira e do mercado público, que incrementaram tanto a produção como o abastecimento de alimentos. Iniciativas que ajudam o povo trabalhador a viver do próprio suor.
Até as atividades lúdicas, culturais e esportivas aqueciam a economia local. As festas juninas. O apoio à produção artística local. O apoio às festas religiosas e comunitárias. A implantação das bibliotecas e dos pontos de inclusão digital. A política de incentivo ao futebol amador. Em tudo que se fazia havia um custo. Uma despesa. Um investimento em dinheiro.
Claro que o maior de todos os fatores para rodar mais e mais a roda da economia nos pequenos municípios foi a valorização real do poder de compra do salário mínimo, valor que é pago, por exemplo, a milhares de beneficiários da Previdência Social - uma política eficaz de distribuição de renda e fortalecimento do mercado de consumo.
O tesouro municipal é o que menos pode nesta República de presidencialismo hipertrofiado. Mas, quando o prefeito quer (e a conjuntura nacional na última década só favorece) faz potencializar todas as oportunidades que estão dadas pelo Brasil e pela Paraíba: Abre as portas do município para os investimentos dos outros poderes da Federação.
Quando o prefeito não quer então o prefeito atrapalha!
Uma queda!
Há quase três anos começou tudo de novo. Em vez de trabalho, o governo municipal dos gaudêncios-torreões faz o que melhor sabe fazer. “Chorar” lágrimas de crocodilo para compadecer os tolos sentimentalistas. Criar dificuldades na Saúde pública para oferecer “facilidades” na doença. Distribuir “favores” seletivos para receber aplausos dos clientes de sempre.
(Trabalhar que é bom!? Nada! A não ser para contratar empresas “fantasmas”. E fantasmas não trabalham.)
Há quase três anos Serra Branca está abrindo mão de muitas oportunidades porque o prefeito não quer trabalhar. Não quer dar duro. Não quer acordar cedo e dormir tarde todos os dias da semana. Nenhum dia da semana.
De todo o dinheiro que ficou contratado com o Governo Federal para o município em 2008 – são quase 10 milhões de reais - grande parte pode prescrever por conta dos prazos dos convênios. Serra Branca vai perder passivamente todo esse dinheiro?
E o pior ainda pode acontecer: Serra Branca ficar fora do PAC2 por conta da indolência do prefeito e de sua equipe – vide o que ocorreu com a carta consulta que eles apresentaram a FUNASA copiando as propostas do município de Arara. Putz! Uma oportunidade de mais de 10 milhões de reais para o projeto de esgotamento sanitário da cidade pode ser perdida por obra (essa palavra tem vários significados) do prefeito Dudu Gaudêncio Torreão, auxiliado pelo seu principal assessor, o Sr. Zezinho de Bacica.
Enquanto isso...
Enquanto Serra Branca colhe suas desventuras - que não é nenhuma novidade a repetição dessa história como uma tragédia - Dudu, o prefeito indolente, corre de tribunal em tribunal para tentar escapar das malhas da Justiça. Entre um suspiro e outro suspiro, entre um prazo e outro prazo, muitas e muitas comemorações.
Enquanto o prefeito tenta se desvencilhar da Justiça, o senhor Zezinho de Bacica, o lugar-tenente, vai tocando a administração do município. O preço disso tudo a população paga amargamente: o marasmo tomou conta da edilidade do município.
Perguntar não ofende
Quanto está custando o desespero de Dudu Gaudêncio Torreão para se livrar da Justiça? Quem está pagando essa conta? Onde o prefeito consegue dinheiro para pagar as despesas com os advogados e etecetara?
Perguntar não ofende! Ofende?
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