sexta-feira, 11 de novembro de 2011

40 cidades da PB não tem vigilância sanitária; em alguns municípios o serviço funciona precariamente


Em 40 municípios paraibanos a Vigilância Sanitária existe apenas no papel, ou seja, não há de fato a presença de fiscais especializados para realizar as inspeções. Os dados são da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) e correspondem a 17,9% das 223 cidades do Estado, onde faltam ações de fiscalização em estabelecimentos comerciais, hospitais e unidades de ensino.

Ainda segundo dados da Agevisa, nos 183 municípios restantes, as fiscalizações acontecem de maneira precária e são realizadas pelas equipes locais, em escolas e feiras das cidades. Apenas em João Pessoa, Campina Grande, Patos e mais nove cidades, o trabalho é realizado com autonomia e independente da Vigilância Estadual. Segundo o diretor-geral da Agevisa, Antônio Sérgio Lemos de Sousa, nesses doze municípios a Vigilância Estadual faz o monitoramento para saber se os municípios seguem o cumprimento das fiscalizações que são determinadas durante o ano.

Para construir um Sistema Estadual de Vigilância Sanitária com participação e orientação de todos os municípios, a Agevisa está capacitando, desde a última segunda-feira no hotel Tambaú, em João Pessoa, gestores e agentes de saúde. A finalidade é apontar a importância da fiscalização, melhoria do serviço e colocar em prática nos 40 municípios em que o serviço ainda não funciona.

Um dos municípios onde ainda não funciona é Pitimbu, Litoral sul do Estado. A secretária de Saúde da cidade, Marinês Benedita dos Santos, informou que o serviço existe e falta apenas aprovação do projeto pela Câmara de Vereadores. “Por conta disso, enviamos coordenadores para serem capacitados para disponibilizar o serviço para a população”, afirmou.

O diretor-geral da Agevisa destacou que é obrigação do poder público oferecer métodos para prevenção de doenças, orientação para o manuseio correto dos alimentos, a higienização nos estabelecimentos (restaurantes, salões de beleza), hospitais e clínicas. “Queremos que a população seja vigilante e siga os cuidados quando utilizar um desses locais”, afirmou.

João Pessoa é uma das cidades que atua independente do órgão estadual. Segundo o gerente da Vigilância Sanitária da capital, Ivanildo Brasileiro, o trabalho de fiscalização é mais rápido porque a gestão municipal identifica e já atua para combater os problemas. “Inspecionamos indústrias farmacêuticas, de cosméticos, hotéis, motéis, restaurantes, lanchonetes, unidades de saúde. Além de realização de seminários e criar medidas preventivas”, disse.

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