Já é lugar comum receber notícias de que o município de Serra Branca foi prejudicado pelo prefeito de plantão. Já virou rotina desgastada. Escândalo sem contundência. Assunto sem novidade.
Mas em matéria de desmantelo o prefeito de Serra Branca sempre consegue se superar. E mais uma vez a população amarga as desventuras do governo municipal: A FUNASA não classificou na segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC2 a cidade de Serra Branca entre as escolhidas pelo Governo Federal para receber financiamento para a obra de construção da rede de esgotamento sanitário.
A culpa é do prefeito.
Má fé ou estupidez?
A prefeitura de Serra Branca agiu de forma errada ou dolosa ao apresentar à FUNASA um novo projeto de esgotamento sanitário para a cidade, quando naquela instituição já existe um projeto global aprovado desde o ano 2008.
Não custa repetir: Um projeto completo de esgotamento para toda a cidade já foi aprovado pela FUNASA em 2008. Aprovado pela CAGEPA em 2008. Aprovado pela SUDEMA em 2008. E mais, com três verbas que somam três milhões e cem mil reais conveniadas com a FUNASA para a construção da primeira etapa da obra.
Não custa repetir: Essa primeira etapa da obra, com dinheiro contratado junto à FUNASA, já estava licitada e a empresa que venceu a licitação foi contratada no final de 2008. Mais: Já faz alguns meses que o Governo Federal liberou 1,1 milhões de reais para iniciar a primeira etapa da construção.
Os erros do prefeito de Serra Branca
A cidade foi desclassificada da relação de municípios paraibanos do PAC2 por dois motivos grosseiros. Primeiro por que tentaram aprovar um novo projeto diferente do projeto já aprovado. Estúpidos! Tentaram dar um “caga-fogo” na FUNASA ao apresentarem um projeto sem que fosse aprovado pela CAGEPA – condição inarredável para que um projeto de esgotamento sanitário tenha trâmite na Paraíba.
O projeto apresentado, sem “gorduras” para beneficiar empresas “fantasmas”, foi aprovado porque busca fazer o máximo de obra com os recursos contratados.
Essa tentativa grosseira de driblar a CAGEPA esbarrou na análise técnica da FUNASA. Afinal, “ninguém consegue enganar todo o mundo o tempo todo”.
O segundo erro do governo municipal, erro que o Partido dos Trabalhadores já havia advertido, foi não ter começado a obra, já que uma parte do dinheiro já estava liberada na conta bancária da prefeitura há alguns meses. A indolência do governo municipal foi fatal. Afinal, como a FUNASA iria aprovar um novo projeto, um novo convênio e uma nova verba, se já havia uma verba liberada para começar a obra?!
Esse pessoal que governa o município de Serra Branca está muito mal acostumado. Consegue enganar uma parte do povo do município com conversa mole, com promessas e com lágrimas de crocodilo. Mas nem todo mundo se deixa enganar. A tentativa de “passar gato por lebre” na FUNASA ficou como “o tiro que sai pela culatra”. Só que o chumbo que atingiu a cara dos espertos, de roldão chamuscou a população urbana do município, que vê o sonho do esgotamento sanitário ser retardado.
Perguntar não ofende:
1. Por que será que Zezinho de Bacica - lugar-tenete do prefeito - tentou queimar o governo municipal anterior junto à FUNASA? Por que Zezinho de Bacica – segunda pessoa do governo municipal - criticou a licitação que foi feita para a obra ainda em 2008? Será que Zezinho de Bacica queria sensibilizar os técnicos da FUNASA para aprovar o novo projeto?
2. Por que o prefeito Eduardo Gaudêncio Torreão tentou aprovar um novo projeto de esgotamento sanitário para a cidade? Teria valores diferentes dos valores do primeiro projeto aprovado em 2008? E a primeira verba contratada ainda em 2008 e com uma parte já liberada pelo Governo Federal em conta da prefeitura de Serra Branca? O que o prefeito do município pretendia fazer com ela caso um segundo projeto fosse aprovado para a mesmíssima obra?
O Brasil anda prá frente e a Paraíba avança. Serra Branca está ficando para trás.
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