quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Jurandy do Sax é o entrevistado do Jô nesta terça-feira


Aparentemente demonstrando ansiedade, o saxofonista paraibano Jurandy do Sax estará representando o Estado no programa do Jô. Na tarde desta segunda-feira, (12), o músico se utilizou do seu microblog Twitter para agradecer os novos seguidores e informar que está confirmada sua entrevista com Jô Soares, nesta terça-feira, (13).

“Obrigado aos novos twitteiros que estão me seguindo, está confirmada a minha entrevista no JÔ, na proxima terça dia 13, abraço a todos!”, disse.

Jurandy disse que está correndo com os preparativos e com as atividades que tem a cumprir antes de viajar para São Paulo. “Nos preparativos para viagem a Sao Paulo, está uma loucura e logo mais estarei no Jacaré para o Bolero nº 3951”, postou.

Para o seu lugar para tocar o Bolero de Ravel, amanhã no Jacaré, ficará o músico Jô Arnaud.

Jurandy do Sax ficou assim conhecido por suas apresentações diárias no pôr do Sol do Jacaré, tocando o Bolero de Ravel no Saxofone. Jurandy ainda brinca no Twitter e diz: “Estou saindo para o JACARÉ onde farei a apresentação de nº 3.950, é muito bolero não?...”

História do Músico

Logo que chegou a Livramento, no Cariri Paraibano, com apenas cinco anos de idade, Jurandy já demonstrava seu fascínio pela música instrumental ao ver a Banda Municipal se apresentar, até que sua vontade e talento fossem percebidos pelo maestro.

Apesar de sua queda para a música instrumental, e de acordo com sua adolescência, não poderia deixar de ser influenciado pelos mitos da época, os Beatles e os Rollings Stones, além dos “conjuntos brasileiros”, de acordo com a linguagem da época, Fevers e Renato e seus Blue Caps, encontrando, assim, motivação para criar a primeira “banda de baile” de Livramento, Os Canibais.

O grupo foi uma ótima oportunidade para Jurandy aprimorar ainda mais seu talento. Os ensaios e apresentações lhe proporcionavam a chance de tocar não apenas os instrumentos de sopro, como clarinete e sax, mas também bateria, guitarra e baixo, além de cantar.

Necessitando se deslocar, diariamente, até Itapetim, cidade vizinha, mas já pertencente ao estado de Pernambuco, tocava em diversos grupos da localidade, e devido ao contato com músicos de outras cidades, era levado para tocar em outros conjuntos da região, entre eles, Bravos, do município de Tabira, e Aquarius, de São José do Egito.

Naquela época, de acordo com o costume de sua terra, casou-se muito cedo, aos 18 anos, e teve quatro filhos, Micheline, Roberta, Jorge e Tássia.

Ao se apresentar em diversos grupos da região, podendo tocar apenas os sucessos da época, Jurandy ressentia-se da oportunidade de poder praticar a música instrumental, por isso, apesar de estudar os instrumentos de sopro sozinho, quando corria o ano de 1980, resolveu se transferir para João Pessoa, com o intuito de aprimorar seu talento no gênero que tanto o agradava e cursar música na Universidade Federal da Paraíba.

Na capital paraibana passou a integrar a Banda de Musica Municipal, a famosa Banda 5 de Agosto (nome alusivo a data de fundação da cidade), regida, na época pelo maestro João Lopes. O concurso da Banda de Musica da Policia Militar do Estado da Paraíba, realizado no ano seguinte (1981) classificou Jurandy em primeiro lugar. Provavelmente, se naqueles anos, Jurandy tivesse se aventurado na carreira artístico-musical, teria alcançado grande sucesso. Todavia, devido às incertezas do meio artístico, e com a responsabilidade de sustentar a família, optou pela segurança do funcionalismo público-militar.

Chegando ao posto de segundo sargento músico na Banda da PM exerceu a função de primeiro clarinete solista, tocou sax tenor e participou do disco comemorativo do sesquicentenário da Policia Militar do Estado da Paraíba, gravando performances em clarinete, sax alto, sax soprano e sax tenor.

Enquanto militar teve uma rápida passagem pela Orquestra Sinfônica Jovem do Estado da Paraíba, não podendo lá permanecer, ou mesmo integrar o grupo principal da Orquestra Sinfônica da Paraíba, devido à imposição legal da Polícia Militar ao exigir dedicação exclusiva de seu efetivo.

Um pouco por causa de tal impedimento, mas principalmente pelo fascínio da vida artística, Jurandy pediu baixa da corporação, em 1988, passando a integrar Orquestra de Frevos do Maestro Vilô, tendo a oportunidade gravar, com esse grupo, seis LP’s (Long Plays).

Foi tocando na Orquestra de Frevos que Jurandy teve a oportunidade participar dos célebres e concorridos carnavais do clube Cabo Branco, dividindo, inclusive, o palco com a concorridíssima Orquestra Tabajara do famoso Maestro Severino Araújo.

Jurandy recorda com carinho as palavras de elogio que, mais de uma vez, recebeu do grande maestro Severino Araújo, pela suas performances e versatilidade. Também foi músico da Orquestra Tropical do Maestro Nino Araújo, como primeiro sax alto e ensaiador. Participando do primeiro seminário brasileiro de música instrumental realizado em Ouro Preto Minas Gerais, teve aulas com os renomados saxofonistas David Gang e Mauro Senise.

Sua vontade ferrenha de se qualificar continuamente o levou a conquistar, o seu diploma de bacharel em Música pela UFPB - Universidade Federal da Paraíba, com formação em clarinete. Da experiência acadêmica, obtida entre 1985 a 1991 Jurandy lembra com carinho e admiração dos professores, Maropo, Alberto Kaplan, Didier Guigue, Odair Salgueiro, Gerardo Parente, Clovis Pereira etc. além dos clarinetistas argentinos Carlos Riero e Santiago Aldana.

O sonho de gravar seu primeiro disco solo foi satisfeito em 1992, ano em que Jurandy resolveu se assumir, definitivamente, como saxofonista. Com repertório que incluía composições de Milton Nascimento, Luiz Gonzaga, do próprio Jurandy e de vários compositores da terra, a produção foi intitulada SAXOMANÍACO, em homenagem a uma música do maestro Severino Araújo que também fez parte do LP.

Nos últimos três anos, Jurandy foi apontado como o artista mais divulgado da Paraíba pela mídia regional, nacional e internacional, sendo responsável pelo produto turístico paraibano de maior sucesso, o pôr-do-sol do Jacaré com Jurandy do Sax tocando o Bolero de Ravel numa canoa que navega lentamente no Rio Paraíba, em frente aos restaurantes do Parque Municipal do Jacaré.

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