Os
esforços da Presidenta Dilma (PT) no combate a corrupção tem o apoio
de amplos setores da sociedade brasileira. Mas tem o desgosto da imensa
maioria dos políticos, tanto da base aliada como da oposição, além das
pretensões arrogantes de certos setores da imprensa que querem impor
uma agenda ao Governo.
Base aliada e governabilidade
O conceito de base aliada é uma construção que não só submete o poder legislativo ao executivo, como abre caminho para a corrupção nos espaços dos governos. Tudo começa na ausência de pactos ou alianças políticas programáticas para as eleições e o exercício do poder, seja no executivo seja no parlamento. Isto nas três esferas da República. Num país onde os partidos políticos são muito frágeis – apenas o PT e o PSDB agem como partidos políticos – e o eleitor não valoriza o parlamento, muitos e muitos parlamentares agem como despachantes privilegiados dos governos. É fato que muitos parlamentares passam todo o mandato emudecidos. Estão ali para fazer “negócios” com o dinheiro público.
A governabilidade, que é mais importante do que as alianças programáticas e os concertos políticos, é construída em cima da partilha fisiológica dos cargos do poder executivo. O aperitivo que precede o prato da corrupção é o instrumento das emendas individuais na Lei Orçamentária Anual. Não é a toa que acusam Dilma Roussef de tecnicismo e de pouca ginga política.
O sistema de corrupção compõe-se prefeitos/as, empresas financiadoras de campanha, parlamentares e os/as indicados/as dos partidos nos ministérios. Se essa prática das emendas parlamentares individuais fosse abolida e tivéssemos no máximo emendas de bancada, a praga da corrupção não seria tão forte.
Nessa Nova República que começou com Sarney, o que mais acalma os “aliados” é exatamente anunciar o pagamento das verbas relativas às emendas parlamentares.
Entre a ética e o denuncismo
A grande mídia - que pensava ser o “quarto poder” e que pensa ser a palmatória do mundo - tenta pautar o Governo da Presidenta Dilma. A mídia descambou do saudável e necessário papel de fiscalizar, de noticiar e de debater os problemas do país, para a promoção do show de denúncias, sob o risco de tornar-se tão banal que perde a contundência e a credibilidade.
A Presidenta Dilma se mantém a uma distância necessária dessas pressões pirotécnicas da mídia, ao mesmo tempo em que vai fazendo a “faxina” anunciada. Também não precisa ceder aos discursos demagógicos de uma oposição onde muitos são escolados nas piores práticas da política. Estes não querem passar o Brasil a limpo. Querem fazer espetáculo.
Este movimento da Presidenta Dilma não deve e não pode ter retrocesso. Não pode ceder aos amuos e as ameaças dos “aliados”. Para tanto é necessário à Presidenta fazer política. Mas fazer política grande, ampliando o diálogo com os políticos éticos no Congresso Nacional e principalmente com as forças vivas da sociedade, que de fato têm substância, tem energias para dar sustentação política nesse embate.
A polícia republicana
A inaceitável a celeuma em torno das algemas usadas pela Polícia Federal na prisão dos capas-pretas do Ministério do Turismo. Como se uns fossem cidadãos/as diferenciados/as, com privilégios em detrimento do cidadão comum.
A Polícia Federal é uma importante aliada da sociedade e dos poderes públicos nessa luta contra a corrupção e não poder ser repudiada quando trata todos os denunciados de forma equânime.
É o trabalho da Polícia Federal (e não dos parlamentos e dos tribunais auxiliares) que está desvendando as diabruras das empresas “fantasmas” que atuam em licitações e em obras de convênios entre o Governo Federal e algumas prefeituras paraibanas.
Operação Gaspazinho
Os parlamentares, mesmos os legisladores municipais, podem ajudar a Polícia Federal na Operação Gasparzinho. Em Serra Branca-PB, por exemplo, o vereador Kleber Ribeiro (PMDB), líder do governo municipal, adiantou inclusive que a presença de uma empresa “fantasma” em convênio de pavimentação no valor de hum milhão de reais na cidade, “é culpa” – palavra de Kleber - do deputado Weligton Roberto do PR, aliado do prefeito Eduardo Torreão (PMDB). Será que Kleber está falando a verdade? Qual é a pretensão de Kleber com essa informação tão pesada?
Aliás, já que Kleber acusou o deputado Weligton Roberto, não custa lembrar aquela fala gravada do Sr. Rivanilson – popular Manga Rosa – que afirmou que o deputado Weligton Roberto teria gasto 600 mil reais na campanha eleitoral de 2008 em Serra Branca. Essa gravação inclusive está nos arquivos da Justiça na comarca de Serra Branca.
Na conta do eleitor e da eleitora
Os políticos não caem do céu. Nem são obras de qualquer demônio. São frutos das escolhas ativas ou passivas dos eleitores e eleitoras. Os políticos representam a diversidade de desejos e opiniões que há na sociedade. Inclusive daquelas/as que “lavam as mãos”. Nem mais nem menos.
Base aliada e governabilidade
O conceito de base aliada é uma construção que não só submete o poder legislativo ao executivo, como abre caminho para a corrupção nos espaços dos governos. Tudo começa na ausência de pactos ou alianças políticas programáticas para as eleições e o exercício do poder, seja no executivo seja no parlamento. Isto nas três esferas da República. Num país onde os partidos políticos são muito frágeis – apenas o PT e o PSDB agem como partidos políticos – e o eleitor não valoriza o parlamento, muitos e muitos parlamentares agem como despachantes privilegiados dos governos. É fato que muitos parlamentares passam todo o mandato emudecidos. Estão ali para fazer “negócios” com o dinheiro público.
A governabilidade, que é mais importante do que as alianças programáticas e os concertos políticos, é construída em cima da partilha fisiológica dos cargos do poder executivo. O aperitivo que precede o prato da corrupção é o instrumento das emendas individuais na Lei Orçamentária Anual. Não é a toa que acusam Dilma Roussef de tecnicismo e de pouca ginga política.
O sistema de corrupção compõe-se prefeitos/as, empresas financiadoras de campanha, parlamentares e os/as indicados/as dos partidos nos ministérios. Se essa prática das emendas parlamentares individuais fosse abolida e tivéssemos no máximo emendas de bancada, a praga da corrupção não seria tão forte.
Nessa Nova República que começou com Sarney, o que mais acalma os “aliados” é exatamente anunciar o pagamento das verbas relativas às emendas parlamentares.
Entre a ética e o denuncismo
A grande mídia - que pensava ser o “quarto poder” e que pensa ser a palmatória do mundo - tenta pautar o Governo da Presidenta Dilma. A mídia descambou do saudável e necessário papel de fiscalizar, de noticiar e de debater os problemas do país, para a promoção do show de denúncias, sob o risco de tornar-se tão banal que perde a contundência e a credibilidade.
A Presidenta Dilma se mantém a uma distância necessária dessas pressões pirotécnicas da mídia, ao mesmo tempo em que vai fazendo a “faxina” anunciada. Também não precisa ceder aos discursos demagógicos de uma oposição onde muitos são escolados nas piores práticas da política. Estes não querem passar o Brasil a limpo. Querem fazer espetáculo.
Este movimento da Presidenta Dilma não deve e não pode ter retrocesso. Não pode ceder aos amuos e as ameaças dos “aliados”. Para tanto é necessário à Presidenta fazer política. Mas fazer política grande, ampliando o diálogo com os políticos éticos no Congresso Nacional e principalmente com as forças vivas da sociedade, que de fato têm substância, tem energias para dar sustentação política nesse embate.
A polícia republicana
A inaceitável a celeuma em torno das algemas usadas pela Polícia Federal na prisão dos capas-pretas do Ministério do Turismo. Como se uns fossem cidadãos/as diferenciados/as, com privilégios em detrimento do cidadão comum.
A Polícia Federal é uma importante aliada da sociedade e dos poderes públicos nessa luta contra a corrupção e não poder ser repudiada quando trata todos os denunciados de forma equânime.
É o trabalho da Polícia Federal (e não dos parlamentos e dos tribunais auxiliares) que está desvendando as diabruras das empresas “fantasmas” que atuam em licitações e em obras de convênios entre o Governo Federal e algumas prefeituras paraibanas.
Operação Gaspazinho
Os parlamentares, mesmos os legisladores municipais, podem ajudar a Polícia Federal na Operação Gasparzinho. Em Serra Branca-PB, por exemplo, o vereador Kleber Ribeiro (PMDB), líder do governo municipal, adiantou inclusive que a presença de uma empresa “fantasma” em convênio de pavimentação no valor de hum milhão de reais na cidade, “é culpa” – palavra de Kleber - do deputado Weligton Roberto do PR, aliado do prefeito Eduardo Torreão (PMDB). Será que Kleber está falando a verdade? Qual é a pretensão de Kleber com essa informação tão pesada?
Aliás, já que Kleber acusou o deputado Weligton Roberto, não custa lembrar aquela fala gravada do Sr. Rivanilson – popular Manga Rosa – que afirmou que o deputado Weligton Roberto teria gasto 600 mil reais na campanha eleitoral de 2008 em Serra Branca. Essa gravação inclusive está nos arquivos da Justiça na comarca de Serra Branca.
Na conta do eleitor e da eleitora
Os políticos não caem do céu. Nem são obras de qualquer demônio. São frutos das escolhas ativas ou passivas dos eleitores e eleitoras. Os políticos representam a diversidade de desejos e opiniões que há na sociedade. Inclusive daquelas/as que “lavam as mãos”. Nem mais nem menos.
0 comentários:
Postar um comentário